10 de janeiro 2016

Meditação do amor bondoso

Que todos os seres sejam paz e luz no corpo e na mente.

Que todos os seres estejam seguros e livres de acidentes.

Que todos os seres estejam livres de raiva e estados mentais nocivos, incluindo medo e preocupações.

Que todos os seres saibam olhar para si próprios com os olhos da compreensão e compaixão.

Que todos os seres sejam capazes de reconhecer e tocar as sementes de alegria e felicidade neles mesmos.

Que todos os seres aprendam a nutrir-se com alegria em cada dia.

Que todos os seres possam viver de forma sólida e livre.

Que todos os seres não caiam num estado de indiferença ou sejam apanhados nos extremos do apego e aversão.

– – Thich Nhat Hanh

17 de maio 2015

Sê tu próprio

“Ser bonito significa seres tu próprio. Não precisas ser aceite pelos outros. Precisas de te aceitar a ti próprio. Se quando nasces és uma flor de lótus, sê uma flor de lótus; não tentes ser uma magnólia. Se buscas aceitação e reconhecimento e tentas mudar-te para corresponder ao que as outras pessoas querem que tu sejas, vais sofrer toda a vida. A verdadeira felicidade e o verdadeiro poder estão na compreensão de ti mesmo, na aceitação de ti mesmo, e da confiança em ti mesmo.”

“Sê tu mesmo.

A vida é preciosa tal como ela é.

Todos os elementos da felicidade já estão aqui.

Não é preciso correr, esforçar, procurar ou lutar.

Sê, apenas.”

 — Thich Nhat Hanh

12 de abril 2015

Transformando as energias negativas do hábito

 “A energia que nos leva a fazer aquilo que não queremos fazer e a dizer aquilo que não queremos dizer é a energia negativa do hábito em nós. Esta energia é-nos transmitida de geração em geração e nós continuamos a cultivá-la. É muito poderosa. Nós somos suficientemente inteligentes para saber que se fizermos isto ou dissermos aquilo, vamos prejudicar as nossas relações. No entanto, quando chega a altura, nós dizemo-lo ou fazemo-lo de qualquer maneira. Porquê? Porque a nossa energia do hábito é mais forte que nós. Ela puxa-nos constantemente.

A nossa alegria, a nossa paz e a nossa felicidade dependem bastante da nossa prática de reconhecer e transformar estas energias do hábito.

Há energias positivas que devemos cultivar e há energias negativas que devemos reconhecer, abraçar e transformar. A energia com que fazemos isto é a prática da plena consciência.

A consciência plena ajuda-nos a estar conscientes do que é que se passa. Assim, quando a energia do hábito surge, conseguimos logo reconhecê-la. “Olá, minha pequena energia do hábito, eu sei que estás aí. Vou tomar bem conta de ti.”

De cada vez que a energia negativa é abraçada pela energia da consciência plena, ela perde um pouco da sua força, à medida que volta ao nível mais baixo da consciência. O mesmo acontece com os nossos medos, a nossa angústia, a ansiedade e o desespero. Eles existem em nós na forma de sementes, e de cada vez que as sementes são regadas, tornam-se uma zona de energia num nível mais elevado da consciência.

Gerar a energia da consciência plena: reconhecê-la, abraçá-la, tomar conta dela, é essa a prática.”

– – Thich Nhat Hanh

8 de março 2015

Parar, acalmar, descansar, curar

Pergunta: Eu sinto-me culpado quando não estou ocupado. Será que é bom não fazer nada?

Thich Nhat Hanh: “Na nossa sociedade, temos tendência para ver o “fazer nada” como algo negativo, até mesmo maligno. Mas quando nos perdemos em atividades, diminuímos a qualidade do nosso ser. Fazemos um desserviço a nós próprios. É importante preservarmo-nos, manter a nossa frescura e bom humor, a nossa alegria e compaixão. No budismo cultivamos a “falta de objetivos” e, de facto, na tradição budista a pessoa ideal, um arhat ou um bodhisattva, é uma pessoa sem ocupações – alguém sem sítio nenhum para ir nem nada para fazer. As pessoas deviam aprender apenas a estar, sem fazer nada. Tente passar um dia sem fazer nada; chamamos a isso um “dia da preguiça”. Para muitos de nós, habituados a correr de uma coisa para a outra, um dia da preguiça é, na verdade, bastante difícil! Não é fácil simplesmente estar. Se consegue estar feliz, relaxado e sorrindo quando não está a fazer alguma coisa, então é uma pessoa muito forte. Não fazer nada traz-nos qualidade do ser, o que é muito importante. Portanto, não fazer nada é, na verdade, fazer algo. Por favor, escreva e exponha na sua casa: ‘Não fazer nada é fazer algo’.”

14 de dezembro 2014

Tratar de nós próprios, cuidar do momento presente

“Meditar significa voltar a nós próprios. E assim, saberemos como tratar das coisas que acontecem dentro de nós e à nossa volta. Se não formos capazes de tratar de nós próprios, de nos sustentarmos, de nos protegermos – será muito difícil cuidar de outra pessoa.

Nos ensinamentos budistas, amar-se a si próprio é fundamental para amar outras pessoas. O amor é uma prática. Voltar a si próprio no momento presente, cuidar de si próprio, ter contacto com as maravilhas da vida que estão realmente disponíveis – isso é amor. Amor é ser gentil para si próprio, é ter compaixão por si próprio, é gerar imagens de alegria, e olhar para toda a gente com equanimidade e não-discriminação.

Todos os exercícios de meditação têm como objetivo trazer-nos de volta ao nosso verdadeiro lar, a nós próprios. Sem restaurar a nossa paz e calma, não poderemos ir muito longe na prática e não poderemos ajudar a restaurar a paz e a calma no mundo.”

– – Thich Nhat Hanh

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